Ti-Ti-Ti: Uma crítica da novela


Foram meses de expectativa. Desde que a Rede Globo anunciou que faria o remake de um dos maiores sucessos da década de 80 não se falou em outra coisa. A geração que viveu a época falava com muito amor e carinho do folhetim e a nova geração na expectativa para conhecer um trama antiga e cheia de elementos de um gênio da teledramaturgia, Cassiano Gabus Mendes. Finalmente nesta segunda-feira estreou a nova novela das 7, Ti ti ti.
Com tamanha expectativa era difícil prever o que poderia acontecer. Mas já nos primeiros minutos o que se pôde notar é que o humor mesclado a inocência está de volta para o horário das 7. Maria Adelaide Amaral, que assina o remake, soube manter a estrutura narrativa da obra, porém, deu com brilhantismo um ar jovial a novela, conseguindo utilizar um tema sem tanto apelo de forma eficaz para atrair a audiência.
Uma estreia forte, é assim que pode-se classificar o primeiro capítulo de Ti ti ti. Um elenco não estelar, mas repleto de nomes consagrados da televisão brasileira poderia dar o tom desta estreia, mas não foi o que houve. Se fosse possível apontar o maior destaque da nova aposta da Globo, sem dúvida foram os diálogos. Texto primoroso, diálogos no tom correto, sem soar falso, exagerado ou clichê, a autora conseguiu criar um clima de ficção mesclada a realidade, o que torna tudo muito mais charmoso.
Outro ponto alto desta agradável estreia foi uma surpresa, ao menos para mim. Após exagerar e errar a mão em Caras e Bocas, o diretor Jorginho Fernando acertou em cheio na direção e edição deste capítulo. Os cortes, os ângulos filmados, e até os efeitos especiais, tudo foi cuidadosamente preparado para dar o clima que o tema principal da novela – a moda e a briga entre dois estilistas – não diminuísse nem um pouco. Uma direção que saltou aos olhos pela excelência.
No elenco alguns destaques. Murilo Benício que se livrou sem nenhuma dificuldade de seu mais recente personagem o tenente Wilson de Força-Tarefa, e compôs com invejável categoria seu prostagonista. Sem exagerar no tom, Murilo faz com que o público capte rapidamente boa parte da personalidade de Ariclenes. Outro destaque positivo desta estreia foi a atriz Fernanda Souza, novamente sabendo compor uma personagem e se destacando sem exageros. A dona do episódio, contudo, foi surpreendentemente Cláudia Raia. Sua personagem, Jaqueline Maldonado, é muito boa e o texto ajuda, mas Cláudia fez a lição de casa e nos apresentou seqüências engraçadas, entonações muito bem colocadas, tudo se encaixava.
Em contrapartida, nesta estreia, é possível fazer duas observações negativas sobre o elenco. Pode ser impressão, mas aparentemente Isís Valverde continua com sérias dificuldades em libertar-se de seu principal personagem na TV, a Raqueli, e não deu boas expectativas de futuro. E o que mais chamou a atenção foi Alexandre Borges com seu Jaques Leclair. Um personagem difícil, complexo e que certamente exigirá muito do ator, porém, notou-se que ele exagerou, subiu um ou dois tons além do necessário e tornou o protagonista em alguns momentos, colorido e chato demais.
Tudo isso, é evidente impressão de primeiro capítulo que certamente irá modificar-se, fortalecer-se, conforme a trama for acontecendo. De qualquer forma, Maria Adelaide Amaral mostrou que veio e veio com força de volta para as telenovelas. O público e Ti ti ti agradecem.
                                                                                                                  Fonte: TvxTv

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